Uma vez, Andy Warhol disse: "
No futuro todos serão famosos durante quinze minutos".
Não é mistério do motivo de gostamos de reality shows ou porque amamos visitar rede sociais de outras pessoas. Somos humanos. Somos fracos e fadados a comparar nossas vidas com outras pessoas. Costumamos achar que somos os únicos com problemas e que a grama do vizinho é tão verde, mas tão verde, que deve ser pintada com alguma tinta muito cara.
O termo "stalkear" só mostra como tem sido comum fazer algo que todo mundo sempre fez: tentar acompanhar a vida dos outros de perto. Hoje em dia tem sido tão fácil acompanhar os outros, que é algo chocante. É fácil saber desde endereços, nomes, até onde tal pessoa estará. A internet tem proporcionado problemas da mesma forma que proporciona soluções e muita gente por incrível que pareça, não entende o que é o real problema.
Se no futuro todos serão famosos por quinze minutos, todos querem fazer algo pra que esses quinze minutos chegue logo e que quando chegar, se prolongue por tempo indeterminado.
Desde ex-BBBs com eternos "projetos" até pessoas menos ousadas, mas com a mesma finalidade: aparecer.
Crescemos tão tristes por termos algumas diferenças com nossos amigos de escola e sermos zoados por isso, que quando crescemos, temos a liberdade e segurança pra sermos quem sempre queríamos ser. Isso é normal, é humano. Se te faz bem, não vejo problemas em mudar o formato do seu rosto, do seu nariz, a cor do seu cabelo, dos seus olhos, emagrecer, engordar. A diferença está em uma só: Você quer se sentir bem pra você ou pros outros?
A internet só ajuda mostrar como são as pessoas. É interessante ver como todo mundo sempre gosta de mostrar o que tem. Como mostram a comida que comem, como fotografam tudo que é lindo pra compartilhar com os outros. É normal, todos gostam de se gabarem por serem felizes. É quase como se estivessem dizendo " Ei, a minha grama tá verdinha hoje, e a sua?! ". O problema disso, é quando uma pessoa se torna tão falsa a ponto de se transformar em um personagem fútil, pronto pra fingir ser o que não é, pra tampar algum buraco em sua vida, que provavelmente nunca se tampará da maneira correta.
Com a chegada do Ask.fm eu tenho visto um aumento maior nessa futilidade. A internet sempre teve o dom de piorar as coisas, mas aquela coisa de resolver as conversas pessoalmente, se transformaram em insultos anônimos de gente que pasme: gosta de receber esse tipo de coisa.
Pessoas tão preocupadas com a opinião dos outros sobre elas, que precisam ser julgadas como se precisasse saber onde está errando pra consertar seu personagem perfeito. Pessoas que precisam se auto afirmar, lutando por uma tribo indígena sem saber que a foto compartilhada nada tem a ver com a legenda que a acompanha. Pessoas que choram sentidas com animais e desejam a morte ao humano que matou tal criatura. Pessoas que brigam em fotos de Facebook por causa da opinião exposta alí, como se precisasse opinar sempre e mostrar que entende do assunto.
É tanta futilidade na internet que as vezes eu penso que deveriam ensinar que isso não substitui a vida real. Estamos fadados a conviver em redes sociais, sem esquecer de sair da rede e viver o social. É clichê, mas é contraditório, pois por mais clichê que seja, ninguém entende o óbvio: devemos parar de viver na internet e pensarmos na nossa vida real. Ninguém precisa saber que você é fã de Beatles ou que curte música clássica, ou que você já assistiu todos os filmes do Tarantino. Ninguém precisa saber do que te faz bem, se VOCÊ se sente bem. Chega dessa escrotisse de se expor tanto e escrever na cabeça de vocês que precisam da atenção dos outros.
Comecem a se amar mais e vivam por vocês mesmos. Você nunca será nada do que tem e nunca será nada do que tenta aparentar ser. Adeus.